Filme bélico sobre uma mulher decidida, que enfrenta o nazismo na Segunda Guerra Mundial. Tem muitas nuances.

FICHA TÉCNICA
Título original: “The Partisan”
País de origem e ano: Polónia, 2024
Duração: 1 hora 48 minutos
[Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos] Gênero: Bélico
Direção: James Marquand
Roteiro: James Marquand
Elenco: Morgane Polanski, Malcolm McDowell, Ingvar Sigurdsson, Piotr Adamczyk, Steven Waddington, Agata Kulesza e outros.
Fotografia: Karol Lakomiec
Edição: Przemyslaw Churscieleski Música: Joe Wilson Davies
Crédito da Imagem: “site” oficial internacional
Em 1941, já iniciada da Segunda Guerra Mundial, a polonesa Krystyna Skarbek (Morgane Polanski) se vincula ao Serviço Executivo de Operações Especiais da Grã Bretanha (isto é ao serviço secreto). O faz para atuar como espiã voluntária, em diversos países da Europa, em especial em París, França, contra os ocupantes nazistas. Passa a integrar aqueles opositores armados conhecidos como ‘partisanos’ contra os alemães, militares invasores desse país e outros.
A trama acompanha essa mulher em Varsóvia (Polónia), Budapeste (Hungria), a fronteira da ex-Checoslováquia, Londres (Inglaterra) e a mencionada Paris. O faz de forma por momentos interessantes e, por outros, confusa.
A espiã Skarbek existiu realmente e teve uma vida intensa, deslocando-se de um lugar a outro, o que é descrito só parcialmente em A Agente Polonesa (se esclarece que se concentra na primeira e última missão) . Não seria algo preocupante para avaliar o filme, porém, sim o é quando o relato não é totalmente convincente.
Há muitas situações que resultam positivas, até emocionantes. Mas outras são forçadas, desajeitadas. Também, há uma espécie de desfile contendo romance, erotismo e sexualidade. E não faltam sequências enigmáticas, dramáticas, chocantes (crueldades, torturas, assassinatos). Técnicamente: alguns movimentos de cámera não são apropriados e o relato não flue em modo coerente.
Ingredientes positivos são a ambientação e a atuação de Morgane Polanski, filha do diretor Roman Polanski, e aqui em seu 11º longa-metragem, contendo alguns trabalhos em títulos conhecidos, como “O Pianista” (2002), “O Escritor Fantasma” (2010), “A Boa Esposa” (2017). A acompanha Malcolm McDowell (108º filme) e um elenco razoável.
Podem ser lembradas algumas falas. Por exemplo, — a reiterada pergunta de quem é ela; — a reflexão que não confiar em ninguém pode levar longe na vida; — qual é o verdadeiro jeito de cada um neste mundo; — (é vital) poder ser você mesmo; — “A mentira mais difícil de reconhecer é aquela que você conta para si mesmo.”
Por outra parte, podemos dizer que uma mulher ser espiã não é algo novo no cinema já que aparece em “Viúva Negra” (2021), “A Espiã” (2020), “As Espiãs de Churchill” (2019), “Operação Red Sparrow” (2018), “Atômica” (2017), “Missão: Impossível 5” (2015), “Salt” (2010).
Díga-se também que A Agente Polonesa pode ser entendido como uma homenagem à mulher europeia, de um país ameaçado por vários outros ao longo do tempo.
Todo o anterior pode ser visto como um resumo de impressões, com os aspectos, positivos e não tanto, que achamos em A Agente Polonesa.
Por: Tomás Allen
(Título assistido em Cabine de Imprensa virtual promovida pela SOFA DGTL)
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