Jason Statham é um ator sinônimo de ação, com enfrentamentos, lutas violentas etc. Mas aqui é isso e muito mais.

FICHA TÉCNICA
Título original: “Shelter”
País de origem e ano: Estados Unidos, 2025
Duração: 1 hora 47 minutos
[Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos] Gênero: Ação
Direção: Ric Roman Waugh
Roteiro: Ward Parry
Elenco: Jason Statham (como Mason), Bodhi Rae Breathnach (Jessie), Laurent Buson (Commando), Bill Nighy (Manafort), Harriet Walter (1era. ministra) e outros.
Fotografia: Martin Ahlgren
Edição: Matthew Newman
Música: David Buckley
Crédito da imagem: Diamond Films
A trama vai desvendando pouco a pouco o que vai acontecendo, assim como o perfil dos personagens, seus vínculos e os papéis de pessoas e organizações.
Assim, o início mostra um local isolado, com uma moradia muito modesta, onde estão um homem e seu cachorro. Trata-se de um farol, perto da costa do mar. Lá só chega uma visita periódica, em um navio básico, que traz provisões e vai embora imediatamente.
Na situação desse momento, uma moça muito nova, uma pré-adolescente, chamada Jessie (Bodhi Rae Breathnach), é surpreendida por uma forte tormenta que lhe impede de sair da ilha e chegar até a embarcação para voltar ao seu lugar de origem. O homem (depois se saberá que se chama Mason), a salva de morrer e a cuida até que melhore de ferimentos perigosos.
Mas a relativa tranquilidade sofre uma virada drástica: a menina resulta ser alvo de uma perseguição e Mason deverá atuar para defender-se a si mesmo e a ela. O filme transita pelos caminhos habituais de Statham: violência, heroicidade, condição imbatível diante de numerosos, fortes e treinados inimigos. Neste caso, também na luta decisiva contra Workman (Bryan Vigier), um especialista despiadado e assassino de elite.
Há perseguição de veículos; uma morte que, previsivelmente, não é tal; um audaz defrontar-se com um chefão inteligente e bastante cruel (Manafort, representado por Bill Nighy) e uma longa lista de situações.
Há explicações que fazem entender esse isolamento inicial do protagonista, a origem de suas habilidades e o caráter bem nobre, no profundo da sua personalidade.
A trama leva a emoções positivas – carinho pelo cachorro, decisões difíceis, porém, reordenamento final com Jessie -. Assim, Missão Refúgio não apresenta apenas características de um Statham heróico só pela força e habilidade combativa; mas também apresentando esses outros aspectos que o realçam.
Todo indicaria que no cinema mais recente há algumas mudanças nos heróis. Antes, Chuck Norris, Silvester Stallone, Arnold Schwarzenegger etc. se apresentava quase exclusivamente brutalidade e até uma certa falta de sensibilidade. Hoje um herói com humanidade simples e positiva é mais acreditável e aceito pelo público. Também não é nova a trama do herói distante no presente e que deve voltar à ação para ser um salvador.
Em Missão Refúgio são excelentes as sequências finais: uma com uma morte muito bem sugerida, ao ponto do espectador poder imaginar exatamente o acontecido; e as últimas, com lembranças que dão margem a um entendimento elaborado e sutileza de vínculos.
Os espectadores vão passar 107′ de diversão vinculada à ação e, além disso, curtir uma perspectiva até delicada.
Há outros méritos que conseguem Ric Roman Waugh (diretor) e Ward Parry (roteiro) em Missão Refúgio: se falam poucas palavras; há economia de recursos, especialmente em toda a primeira parte do filme; aparece ênfase ainda em objetos pequenos que depois terão significado relevante; e o ritmo algo devagar em alguns momentos, resulta alternado com outros bem dinâmicos
O resumo se desprende do detalhado anteriormente: título de ação, como não poderia ser de outra maneira com Jason Statham como protagonista, mas pleno de instâncias sentimentais e inteligencia narrativa especialmente em algumas passagens.
Por: Tomás Allen
(Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films)
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