“Todo mundo aí, calminha. Os Super Mario Bros. podem tomar conta do castelo.”

Alcançar o status de unanimidade é algo quase (para não dizer totalmente) impossível, ainda mais nos dias atuais. Também é verdade que algumas figuras tornam-se tão marcantes, que mesmo o público que não consome conteúdos relacionados a elas, consegue reconhecê-las de alguma maneira.

Com uma bagagem de 40 anos, muitos jogos e uma animação cuja bilheteria mundial chegou a US$ 1,3 bilhão, os irmãos Mario fazem parte desse grupo que acaba ganhando a simpatia até de quem não é tão fã de videogames em geral.

Crédito da Imagem: Universal Pictures Brasil

E a razão para isso é simples: o universo construído pela Nintendo – e agora adaptado com primor para as telonas pela Illumination Studios – tem panoramas riquíssimos, daquele tipo que nos faz querer, pelo tempo de duração dos games (ou, nesse caso, das obras cinematográficas), também fazer parte do Reino dos Cogumelos ou de qualquer outro cenário apresentado nas tantas aventuras já vividas pelos carismáticos encanadores.

Depois do enorme sucesso de “Super Mario Bros. – O Filme”, uma continuação era mais do que certa, o que parecia um ótimo negócio tanto para os fãs, quanto para o estúdio. A chegada de “Super Mario Galaxy: O Filme” (The Super Mario Galaxy Movie) é a prova de que vale a pena investir em algo querido há tantas décadas, com dedicação e cuidado.

Mantendo a qualidade de seu antecessor, e, como o próprio título indica, o longa dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic (e co-dirigido por Pierre Leduc e Fabien Polack) expande os limites da ação a outras galáxias. Ao fazer isso, aumenta as possibilidades de inserir outros nomes conhecidos do mundo gamer e tornar, a agora franquia, algo muito maior – como ela de fato merece.

Logo no início, a trama escrita por Matthew Fogel já é estabelecida. Como mostrado em partes no trailer oficial, Mario (voz de Raphael Rossatto, na versão dublada e Chris Pratt, na original) e Luigi (Manolo Rey / Charlie Day) são chamados para desobstruir um cano e acabam conhecendo o adorável Yoshi (Donald Glover) que, mais do que um ótimo alívio cômico, é uma das presenças mais esperadas em tela.

Assim como conhecemos a Guardião do Cosmos / Mãe das Estrelas, Princesa Rosalina (Aline Ghezzi / Brie Larson) e suas fofíssimas Lumas (responsáveis por vários suspiros de minha parte). Ela é o alvo de Bowser Jr. (Charles Emmanuel / Benny Safdie), que vê no sequestro da jovem, a chance de conseguir libertar seu pai, Bowser (Márcio Dondi / Jack Black), que segue prisioneiro no castelo da Princesa Peach (Carina Eiras / Anya Taylor-Joy), pelas maldades vistas antes.

O resgate de Rosalina e o impedimento da conclusão de outros planos dos vilões serão os focos do enredo que dá espaço para todos brilharem em algum momento, seja através da interação perfeita entre Mario, Luigi e Yoshi ou da sabidamente eficaz parceria entre Peach e Toad (Eduardo Drummond / Keegan-Michael Key).

Não sou uma jogadora assídua (embora tenha amigos que sentem amor o bastante pela saga dos irmãos com “bigodes bacanas”, a ponto de ter tatuagens relacionadas aos jogos), então, tudo pareceu uma grande novidade para mim, que me senti muito satisfeita ao reconhecer algumas referências e notar que houve um vasto trabalho de pesquisa, a fim de conseguir incluir tantos elementos.

Como divulgado em materiais promocionais, quem dá as caras na animação é Fox McCloud (Felipe Drummond / Glen Powell), líder da equipe Star Fox e protagonista de uma série de jogos de tiro de naves espaciais. A charmosa raposa vermelha – que me fez lembrar de outro mercenário icônico das cultura pop, Han Solo – tem sua origem contada em uma das sequências mais diferenciadas do longa e desempenha um papel importante na narrativa.

Se o visual da produção é deslumbrante do início ao fim, também cabe destacar o quão inteligente e até mesmo, tocante (para os nostálgicos), é a inclusão de cenas que remetem aos títulos clássicos de 8 e 16 bits. Feita de forma orgânica, essa mescla é mais um aceno carinhoso àqueles que já acompanham os personagens há muito tempo.

Destaque ainda para a sempre excelente trilha sonora, que dessa vez é pautada apenas nos temas originais, cujos acordes altamente reconhecíveis são utilizados em várias oportunidades e ajudam ainda mais os espectadores a esquecerem que estão em uma sala de cinema, para se deixarem levar pela magia de reinos fictícios, com um potencial infinito de encantamento.

Ao manter o estilo de contar a história dando a sensação de estarmos vendo uma sucessão de fases de um jogo, com direito a claras alusões a desafios que devem ser vencidos, “Super Mario Galaxy: O Filme” entrega um resultado divertido e emocionante. Lembrando que há duas cenas adicionais – uma durante e outra no fim dos créditos.

Uma celebração imperdível.

Em Colaboração com: Angela Debellis (Fonte: www.atoupeira.com.br)

Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures Brasil


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