Supergirl

Título que se enquadra, total e obviamente, dentro daqueles que seguem as linhas dos super-heróis, mais especificamente do Superman.

FICHA TÉCNICA

Título original: “Supergirl”
País de origem e ano: Estados Unidos, 2026
Duração: 1 horas 47 minutos
[Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos] Gênero: Aventura
Direção: Craig Gillespie

Roteiro: Ana Nogueira (roteiro original); Jerry Siegel e Joe Shuster (criadores da personagem).
Elenco: Milly Alcock (como Supergirl), David Corenswet (Superman), Pierre Lottin (Raimond Sintès), Denis Lavant (Salamano) e outros.
Fotografia: Rob Hardy
Edição: Fred Raskin e Tatiana S. Riegel Música: Claudia Sarne

Crédito da Imagem: Warner Bros. Pictures

Para a enorme legião de seguidores das aventuras do herói chamado Superman, aqueles que curtem faz já décadas este personagem de quadrinhos e que está também presente em dezenas de produções cinematográficas, a aparição de uma figura feminina como protagonista, pode chamar a atenção.

Quais serão as características que eles esperarão deste novo título da saga e quais as que efectivamente traz, será um dos elementos a ser considerados: uma autêntica revalorização, uma continuação sem maior brilho ou simplesmente uma decepção ?

Como este percurso se iniciou em 1948 e abrange 14 longa-metragens, não é fácil descrever todas as características do personagem protagonista. Por isso, mais acessível resulta fazer um resumo a partir da produtora DC, que no ano 2025 apresentou um Superman com mais compaixão e acreditando na bondade da humanidade.

E assim se chega a esta última produção, com uma variante: pela primeira vez a protagonista é feminina. É a Supergirl, Kara Zor-El (Milly Alcock), prima do Superman.

Ela também nasceu no planeta Kripton, e chegou à Terra depois de seu primo, sendo adolescente. Assim viu como seu lugar natal foi destruido. Ficou aparentemente mais dura, mais forte. Porém, há uma exceção com Kripto, um cachorro que ela queria e cuidava muito. Com resistências para ajudar à desconhecida Ruthye (Eve Ridley) ante Krem (Matthias Schoenaerts) um vilão cruel, finalmente se ve forçada a tomar o caminho da vingança.

Aí se transforma na Supergirl e assume todos os poderes próprios dos personagens da série. Mas é aqui onde começam a aparecer sombras, fogo, brutalidade, crime. Que se sumam aos seres monstruosos, malvados e agresivospresentes desde o início. Descargas de raios, olhos que emitem luzes tipo lazer, destrutoras e assassinas.

A heroína Kara se aproxima cada vez más à rainha do Egito antigo, famosa pela sua crueldade. Os efeitos especiais e visuais tomam maior relevância ainda, e aparecem afirmações reflexivas, embora em grau menor se se considera o contexto geral:

“Ser bom não significa não ser forte”.- “Nós não escolhemos nossos caminhos”.- “Confie em si próprio”.- “Proteja a quem não se poder proteger”.- “O luto é devastador (…) faz querer vingança”.- “Os heróis não perdem nunca; os heróis nunca morrem”.-

Porém, o roteiro se perde especialmente em poderes que aparecem na Supergirl sem nexo de continuidade e até ridiculices até em situações violentas. Já as atuações de Eve Ridley em seu primeiro longa-metragem e, em especial, de Milly Alcock, em segundo longa, são corretas.

No final do filme, sim, há momentos positivos, emotivos. E, voltando para o dito antes: parte do público deve celebrar esta nova página da série, com características esperadas e aqui detalhadas.

Por: Tomás Allen

Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.


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