Comédia com muita graça, que faz rir ao público em inúmeras vezes ao longo da exibição. O protagonista, Frank Debrin Jr. (Liam Neeson), é um integrante de SWAT, um esquadrão de polícia da cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos. Na primeira sequência, a trama mostra um violento assalto a um banco. Lá chega Debrin que, de maneira dissimulada e ingeniosa, intervirá para mudar os acontecimentos. Porém, a situação terá um desfecho inesperado.

FICHA TÉCNICA
[Legendado e Dublado ao português, no Brasil]
Título original: “The Naked Gun”
País de origem e ano: Estados Unidos-Canadá, 2025
Duração: 1 hora 25 minutos
[Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos]
Gênero: Comédia, Policial Direção: Akiva Schaffer
Roteiro: Douglas Mand, Dan Gregor e Akiva Schaffer (com base na série de TV, de vários episódios)
Elenco: Liam Neeson, Pamela Anderson, Paul Walter Hauser e outros.
Fotografia: Brandon Trost
Edição: Brian Scott Olds
Música: Lorne Baife
Mas, além dos fatos ocasionais, Debrin deve lutar com (ou contra) sua chefe policial, Chief Davis (CCH Pounder), e ela contra ele. Porque o policial tem detido um número muito grande de criminosos, mas com métodos pouco ortodoxos e discutíveis moral e legalmente.
Embora advertido severamente pela chefe, Debrin investigará com certa proximidade de Ed Hocken Jr. (Paul Walter Hauser), um colega, os alcances reais do bando que planejou e executou a operação contra o banco. Os objetivos reais, ditados por Richard Cane (Danny Huston), são alucinantes. Para isso, criou uma empresa com tecnologia avançada, ultramoderna, ironicamente chamada EDENTECH. E que procura modificar toda a espécie humana para dar lugar a outras características totalmente diferentes. O plano que surge para isso tem um nome também significativo: Projeto Inferno.
Paralelamente ao anterior, aparece Beth Davenport (Pamela Anderson), uma mulher escultural e sedutora, que saberá sumir e voltar, conforme suas próprias iniciativas e conveniências. Todo o anterior dará margem a situações em geral muito cômicas – incluindo engenhosidade, sarcasmo, desfaçatez etc. tanto em forma verbal, de comentários ou pensamentos individuais, quanto em diálogos e fatos. Não faltam “gagues” (efeitos rápidos e cômicos) já que as reviravoltas são constantes. A surpresa, fator fundamental para originar risos e sorrisos, apropria-se da tela cinematográfica.
Contudo, também há cenas e sequências violentas, alternadas ou não com efeitos estranhos, até ridículos – propositalmente ou não, por parte dos realizadores. Poucas reflexões vão aparecer. Uma com o protagonista olhando uma foto do falecido pogenitor: “Gostaria de ser igual a meu pai. Mas outras vezes, talvez, quero ser diferente.”- “O normal é anormal. Normalmente.” E, quiçá para compensar ou colocar elementos diversos, há alguma cena romântica.
O britânico Liam Neeson e a canadense Pamela Anderson, com ampla experiência, (em especial o primeiro com quase uma centena de participações em longa-metragens), mas bons acompanhamentos, cumprem sua tarefa. Pelos elementos definidos, sobressai o roteiro de Dan Gregor, Doug Mand e o diretor; a música de Lorne Baife reforça as imagens. Há um final feliz, aceitável dentro da proposta geral da produção, dirigida pelo estadunidense Akiva Schaffer. A última imagem, após os créditos finais, deixa a desejar, a diferença do visto em praticamente toda a realização.
O balanço de Corra que a Polícia Vem Aí, para quem quiser passar uma hora e meia divertida e sem muitas pretensões além de rir e desfrutar, é favorável. Para eles, a dica é quase óbvia: corra para o cinema, que não se sentirá defraudado.
Por: Tomás Allen
Crédito da ilustração: Divulgação/Paramount Pictures
(Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Atômica Lab e a Paramount Pictures.)
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