Anônimo 2

Filme com gênero difícil de ser identificado, já que coexistem vários nele. Claro que prevalecem os aspectos violentos. Isso pode ser percebido antecipada e imediatamente pelo espectador adulto que haja visto previamente a classificação indicativa oficial (+18 anos). Esta é totalmente correta, pois há sucessão de cenas e sequências com brigas muito intensas, incluindo uso de armas, socos de todo tipo, sangue, cortes de partes do corpo de personagens etc. Quando o Ministério da Justiça define desta maneira, por seu Departamento correspondente (DPJUS), é sabido que algo forte estará presente nessa exibição.

FICHA TÉCNICA

Título original: “Anônimo 2”
País de origem e ano: Estados Unidos, 2025
Duração: 1 hora 29 minutos
[Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos]
Gênero: Policial, Drama, Comédia
Direção: Timo Tjahjanto Roteiro: Derek Kolstad e Aaron Rabin
Elenco: Bob Odenkirk, Connie Nielsen, Christopher Lloyd, RZA, Colin Hanks, Sharon Stone e outros.
Fotografia: Callan Green
Edição: Elisabeth Ronaldsdóttip
Música: Dominic Lewis.

Crédito da ilustração: Divulgação/Universal Pictures

A trama remete a Hutch Mansell (Bob Odenkirk), um indivíduo de passado conflitivo que tem uma dívida enorme, impagável, com a máfia, que o “aperta” em modo insistente e até perigoso. Por outro lado, está casado, tem dois filhos e alguns vínculos familiares (o irmão Harry [RZA] e o pai David [Christopher Lloyd]). Possui um bom nível de vida, mas o esgotamento é total, as relações estão prejudicadas e é absolutamente necessário tirar umas férias que reconstituam laços e energias. A decisão é essa: ir todos (os quatro mais o avô) para um lugar afastado, um parque de diversões com todo tipo de atrações, incluindo um hotel, uma cabana e jogos vários.

Porém, as provocações de outros que estão lá, mais para brigar que para se entreter, resultam intoleráveis. Hutch Mansell reage e a violência se reinstala de modo que parece inevitável, embora a esposa, Becca (Connie Nielsen), não aceite sua conduta, considerando-a fruto da personalidade do marido. As complicações se sucedem e aparecerão outros personagens, como o Sheriff (Colin Hanks) e, depois e sobretudo, Lendina (a inesquecível Sharon Stone) – uma mulher poderosa e sinistra, chefa de uma organização criminosa.

Há bastante exagero nas ações, em especial as que envolvem o protagonista. Além disso, não são muitas as reflexões elaboradas; apenas podem ser citadas algumas, como quando um chefão lhe diz a Hutch Mansell, perante suas tentativas de fugir de situações problemáticas: “(Ser violento) é seu trabalho, sua natureza. E a natureza sempre vence”. Outra pessoa o instiga: “Transforme o desafio em oportunidade”.

Pode-se reiterar e destacar que a produção conta com um elenco de renome (C. Nielsen, S. Stone, o experiente C. Lloyd e o próprio B. Odenkirk) e muitos efeitos especiais (nas incontáveis cenas violentas e nas que apresentam fogo).

O diretor, Timo Tjahjanto, embora nascido na Alemanha, é descendente de indonésios. Essa informação ajuda a entender um pouco mais as características deste filme: as lutas podem ter uma coreografia própria de produções orientais. Desde aquelas que são típicas do ator Jackie Chan até otras, mais elaboradas como “O Tigre e o Dragão”. Sem esquecer daquelas que trazem violência extrema. Ou seja, ser entendidas dentro de seus exageros deliberados ou aceitá-las com suas ridiculices. Também, estremecer-se diante de algumas situações decididamente brutais.

Ora e como dito, Anônimo 2 não carece de violência, mas não é o único elemento. Amor fraternal, conjugal, filial, aparecem-se e também há momentos descontraídos, com risos e até algumas cenas românticas. Para o espectador que consiga assimilar tudo isso – ou diretamente procure dinâmica violenta -, e que possa conjugar elementos de filme dramático e policial, com comédia, buscando entreter-se desse modo, Anônimo 2 lhe dará uma hora e meia aceitável.

Por: Tomás Allen

(Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures Brasil)

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