Último Alvo

Último Alvo conta a história dos últimos anos da vida de Thug (Liam Neeson), um delinquente que trabalha para Charlie Conner (Ron Perlman), chefão de uma organização criminosa. Thug começa a ter perdas significativas de memória, em especial com nomes e endereços. Percebendo a situação, faz uma consulta médica na qual é diagnosticada uma doença grave: encefalopatia traumática crônica.Derivado de batidas sucessivas no crânio, este mal existe e tem características como são apresentadas no filme. Não tem cura e seu desenlace fatal no que faz a tempo resulta de difícil prognóstico. O principal conselho que lhe dá a neurologista (Kate Avallone) é procurar pessoas que possam acompanhá-lo, especialmente em um futuro no qual vai carecer até de consciência de si mesmo. A tentação de suicídio aparece e há outros elementos dramáticos, tristes. Com efeito, os problemas de esquecimento serão gradualmente maiores, embora a potência física nos confrontos com outros indivíduos e habilidades com as armas se mantenham intactos.

Paralelamente, Thug realizará uma entrega de mercadoria suspeita, na qual conhecerá Kyle Conner (Daniel Diemer), filho de Charlie Conner. O trabalho não resulta simples e Kyle não aparece como um indivíduo confiável. Além disso, ajudará uma mulher (Yolonda Ross) que, reciprocamente, o auxiliará em assuntos fundamentais. E conhecerá outra que está sendo submetida, junto com outras mulheres mais, à exploração sexual por um cafetão desprezível (Javier Molina).

Para além de todo este submundo, o protagonista começa a refletir sobre seu passado, sua vida. Vai lembrar como seu pai o marcou para não ser covarde, o que simultaneamente o tornou violento. Mas, em especial, vai se dando conta de que foi uma pessoa que cometeu erros muito graves, em especial com seus filhos. Procura, então, sua filha (Frankie Shaw) e conhece seu neto (Terrence Pulliam) tentando agora ser absolvido daquelas incorreções (daí o nome original da realização: ‘Absolution’). 

O reencontro não será fácil para pai e filha e o caminho que Thug vai percorrer para paliar seu desastroso passado também não o será. Contudo, as sequências finais levarão o espectador a uma resolução bastante interessante. Repassando mentalmente a trama, o personagem representado por Neeson, em seu 91º trabalho, resulta ser o centro absorvente do relato.

Embora este título tenha elementos em comum com “Pacto de Redenção” (2023), onde também um assassino profissional se defronta com uma doença encefálica avanzada, nesta ocasião o diretor norueguês Hans Petter Moland e o roteirista Tony Gayton, conseguem diferenciar-se e criar um filme diverso daquele. O balanço de Último Alvo: sem alcançar um resultado extremamente elevado, tampouco resulta ruim. Quem gosta de ação contundente não se decepcionará e o mesmo sucederá para quem procura dinamismo no relato.

Por: Tomás Allen (Fonte: www.parsageeks.com.br)


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