O filme transita preferentemente um rumo de ação, com muitas brigas violentas. Porém, na narrativa evolue de menor a maior.

FICHA TÉCNICA
Título original: “Get Fast”
País de origem e ano: Canadá, 2024
Duração: 1 hora 28 minutos
[Classificação indicativa: [Não recomendado para menores de 16 (dezesseis) anos]
Gênero: Ação
Direção: James Clayton
Roteiro: Lou Diamond Phillips, Lee Majdoub e James Clayton
Elenco: Lou Diamond Phillips, Lee Majdoub, James Clayton, Alisha-Marie Ahamed, Fei Ren e outros.
Fotografia: Ryan Petei
Edição: Zach Steele
Música: Benjamin Peever.
A trama apresenta o protagonista, identificando-o apenas como ‘O Delinquente’ (“The Thief” – no original inglês). Há uma briga inicial com armas de fogo, de todo tipo. A situação vai ser explicada paulatinamente. Esse personagem (representado por James Clayton) está procurando conseguir uma grande importância de dinheiro vivo, junto com seu comparsa, o veterano Vic (Philip Granger). Para isso terão que defrontar-se em lutas impiedosas, sempre com recursos violentos.
No percurso não faltarão indivíduos crueis e groseiros, como Sly (Lee Majdoub), outros efetivos na aniquilação, como o chamado “Cowboy” (com boa atuação de Lou Diamond Phillips). E comandando eles, duas chefas, mulheres decididas para delinquir, Ravi (Alisha-Marie Ahamed) y Nushi (Fei Ren).
Do ponto de vista narrativo, incluindo recursos cinematográficos, Velocidade Total é muito básico: a desproporção de forças que se defrontam é absurda, com o óbvio triunfo dos “bons”. Alguns elementos técnicos são desafortunados. Por exemplo, para explicar que um personagem tem um botão que poderia ativar um explosivo mas em realidade é falso, uma seta sobreimpressa na imagem marca tal condição. A seguir aparece outro personagem que tem um botão similar que sim pode producir detonação. Em lugar de criar condições para que o espectador possa entender e deduzir, se utilizam esses sinais. Também há “zooms” da câmara que dão uma aproximação instantânea, de forma tosca.
Porém, não todo é negativo. A amizade de “O Delinquente” com Vic é sólida e o novo vínculo obtido ocasionalmente com o jovem Tom (Suleiman Abutu) também resulta positivo, revigorando a trama.
E algumas falas podem ser consideradas interessantes: — O jovem Tom, diz em modo entre reflexivo e inocente: ‘Não acredito em todo o que fizemos hoje. – O protagonista lhe responde: ‘Assim é a vida; fazer coisas’.- — Em outra cena, o “Cowboy” procura se autodefinir: ”Não sou um psicopata. Não mato a qualquer um, mas só àquele que se deve matar. E não mato crianças’.-
Nas últimas sequências prevalece a amizade em modo emotivo. O balanço final de Velocidade Total traz a impressão que foi progredindo gradualmente, conseguindo um bom fechamento.
Por: Tomás Allen
(Título assistido em Cabine de Imprensa virtual promovida pela SOFA DETL/California Filmes.
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