Comédia dramática que, como su categorización comienza a indicar, contém variados elementos.

FICHA TÉCNICA
Título original: “Roofman”
País de origem e ano: Estados Unidos, 2025
Duração: 2 horas 06 minutos
[Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos] Gênero: Comédia dramática
Direção: Derek Cianfrance
Roteiro: Derek Cianfrance e Kirt Gunn
Elenco: Channing Tatoon, Kirsten Dunst, Lakeith Stanfield e outros.
Fotografia: Andrij Parekh
Edição: Jim Helton e Ron Patane
Música: Christopher Bear
Foto ilustrativa: Diamond Films
Na primeira cena se pode ver o protagonista, Jeffrey Manchester (Channing Tatoon), furando o teto de um restaurante fast-food (de comidas rápidas), de marca conhecida mundialmente. Ele ingressa com uma arma, para assaltar, pegando o dinheiro que lá estiver.
Porém, é gentil nos modais, nada agressivo, e até ajuda os funcionários, que nesse momento, estão bastante assustados.
Suas posteriores fugas da persecução da polícia o levam a uma loja de brinquedos infantis, bastante famosa nos Estados Unidos (aliás, o público fica informado que esta é uma história real, o que, desde o ponto de vista avaliativo, não acrescenta nada na trama). Nesse lugar fica escondido de modo habilidoso e esquisito, por um tempo prolongado.
Para ajudar a definir a personalidade de J. Manchester, podemos destacar: Como brincadeira ou procurando profundidade, se mostra que faz alarde de ter “superpoderes”. Mas, efetivamente, repara em coisas que ninguém percebe. É muito observador. Isso é comentado por um terceiro: “É o idiota mais inteligente que vi.”
E há as considerações da polícia e outros profissionais: “Os fugitivos vão longe. Mas isso está errado. Acabam sendo capturados. O correto é procurar um lugar onde parar sem ser encontrados”. Também se afirma que “o corpo não precisa muito para sobreviver. O que se tem que cuidar é a cabeça”. “Ninguém quer notícias velhas. E teus próximos esquecerão de você. Só lembram de ti aqueles que te querem de verdade”. “É muito humano ver só problemas”.
Por outra parte, como delinquente, J. Manchester calcula matemáticamente quantas lojas tem essa marca nos Estados Unidos (10.000) e quantas deve roubar para ter uma vida sem necessidades económicas (45). Curiosamente, esse último número voltará a aparecer no decurso da trama.
Contudo, aos poucos, a trama vai mudando e percebe-se isso até na música (Christopher Bear), de quase estrondosa para apropriada para um drama. O protagonista se vincula, por casualidade, a uma igreja evangélica onde passará a ter refúgio e, em especial, um vínculo afetivo, romántico, com Leight Wainscott (Kirsten Dunst). Trata-se de uma crente, divorciada, mãe de duas meninas, as quais ele deverá conquistar.
Acentúam-se os contornos policiais de modo sério (inclusive planejando sua fuga) e os dramáticos, com renovados toques afetivos. Por isso podemos caracterizar como comédia dramática, pois contém variados elementos emotivos e dramáticos. Tudo se encaminha a um final interessante, onde há definições éticas, indecisões e contradições, incluindo uma dúvida proposital sobre o acontecido em uma aparição policial.
Como foi tecido ao longo das duas horas de O Bom Bandido e, paralelamente nestas linhas, há múltiplos elementos que, como saldo final, dão um resultado médio.
Por: Tomás Allen
Filme assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films
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