Filme romántico, que deixa algumas perguntas em aberto para definir como enquadramento em tom e gênero cinematográfico. Embora essas dificuldades, pode ser desfrutado pelo público.

FICHA TÉCNICA
Título original: “Reminders of Him”
País de origem e ano: Estados Unidos, 2026
Duração: 1 hora 54 minutos
[Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos] Gênero: Drama
Direção: Vanessa Caswill
Roteiro: Lauren Levine e Calleen Hoover
Elenco: Maika Monroe (como Kenna Rowan), Bradley Whitford (Patrick Landry), Tyriq Graham (Ledger Ward), Lauren Graham (Grace Landry), Monika Myers (Lady Diana) e outros.
Fotografia: Tim Ives
Edição: Michelle Harrison
Música: Tom Howe
Crédito da imagem: Universal Pictures
O espectador que se disponha a assistir este filme tendo informações mínimas, pode supor que vai estar diante de um romance daqueles que se definem como “água com açúcar”. Isto é, algo adocicado, favorável a uma emoção fácil, superficial.
Há uma parte de certa nessa suposição e outra, não, pois todas as sequências iniciais são relativamente leves: as atitudes, os gestos, os sorrisos cordiais, os vínculos afetivos com animalzinhos, até as roupas têm essa característica. Isso, embora haja um pano de fundo dramático, que depois emergirá.
A trama apresenta Kenna Rowan (Maika Monroe) com essas posturas e com um ar próprio de uma personalidade por um lado simples e, por outro, conturbada e triste. Porém, depois de aproximadamente uma hora, a história começa a virar. Ao menos para o espectador. Porque aparece um homem: Ledger Ward (Tyriq Withers) – aliás, reaparece. E, embora se apresente um monte de rejeições e conflitos, o núcleo conflitivo vai sendo explicado. Além disso, os enfrentamentos entre pessoas estouram.
O que ocorreu anos antes foi um acidente automobilístico em uma estrada, sendo que Kenna conduzia um carro que capotou. Seu acompanhante e parceiro, Scotty Landry (Rudy Pankow), fica desacordado e jogado no chão, aparentemente morto.
Kenna comete uma série de erros involuntários, mas, caracterizados depois em juízo legal, como responsável pela morte de uma pessoa e é condenada a sete anos de prisão.
Como ela estava grávida, a decisão judicial é drástica e até cruel: Kenna não conhecerá diretamente sua filha. Essa criança é entregue aos avós paternos, Grace Landry (Lauren Graham) e Patrick Landry (Beadley Whitford). Mas novos acontecimentos virão. Além disso, vinculado aos avós está Ledger Ward.
Tudo o anterior remete ao fato de Kenna procurar conhecer sua filha. Nessa situação está o encontro de Kenna com Ledger, que não será tranquilo até que mais elementos modificarem o panorama.
Não obstante na segunda parte do filme haverá uma sucessão de situações com carga dramática, mas também há bastante humor. Assim, as piadas são engenhosas e produzem risos em meio ao drama. As atuações em geral são boas e sobresai Lauren Graham, como uma mulher que pode compreender as reviravoltas da vida. Deve-se mencionar a Monika Myers, modelo canadense com Síndrome de Down, que aqui traz uma série de intervenções simpáticas, humanas e cômicas.
A edição (Michelle Harrison) traz momentos do passado (“flashbacks”) em modo que explica núcleos da vida da protagonista e acentua a empatia. O mesmo ocorre com a fotografia (Tim Ives) e a música (Tom Howe). Tudo com a direção de Vanessa Caswill, em seu segundo longa-metragem.
Embora em alguns momentos o espectador possa pensar e imaginar o que vai vir, o que dá uma certa condição de previsibilidade, prevalece a emoção final e, também, uma ambiguidade no balanço total de Uma Segunda Chance. O que fica muito claro é que se trata de uma realização romântica, gênero cinematográfico que nos últimos tempos tem poucos títulos.
Para sua definição e avalição, podem ficar algumas perguntas, entre as quais: É “água com açúcar”, um melodrama (com sentimentos e ações de exagerada dramaticidade) ao estilo da famosa autora Calleen Hoover, ou é um filme positivo, que sugere que, na vida, adversidades podem ser superadas e erros reconhecidos e compensados, ainda que em forma parcial ?
Por: Tomás Allen
Filme assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.
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